Uma linotipo ao cair da tarde

Sou um fã da linotipo. Uma máquina, é verdade, mas com alma de chumbo derretido. Seu charme irresistível vem, talvez, dos ruídos que suas várias partes móveis produzem, ou de sua engenharia impecável, que a fez dominar o mercado, insubstituível e impassível, por tantas décadas.

Uma “oficina” tipográfica, com várias linotipos, no The New York Times do século passado

Hoje é apenas uma peça de museu, um item valioso de coleções sofisticadas, razão de lágrimas furtivas de tipólatras saudosos. Neste trailer, uma amostra dessa máquina que muitos, da minha geração ou mais velhos, consideram como parte da família.

Em Florianópolis, o jornal O Estado utilizou linotipos até o início de 1972. Outros jornais de SC ainda usaram até a década de 80.

Em inglês: não tem legenda, mas é cheio de figurinhas

“Linotype: The Film” Official Trailer from Linotype: The Film on Vimeo.

Para visitar o site do pessoal que fez esse filme, clique aqui.

E para aqueles e aquelas que nasceram ontem e nunca viram uma máquina como essa funcionando e para aqueles que viram mas já esqueceram, aí está “Uma breve introdução à Linotipia”, post em português da Fernanda Yuukura.

Pra encerrar, outro video com uma demonstração visual do funcionamento da linotipo. Novamente, com a narração em inglês. Mas imagino que, mesmo sem entender o que está sendo dito, será possível apreciar o funcionamento e a complexidade dessa máquina.

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Cesar Valente Escrito por:

Jornalista e designer gráfico catarinense, manezinho, sessentão. Ex uma porção de coisas, mas sempre inventando moda: a mais nova é o mestrado em Jornalismo na UFSC.

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